segunda-feira, 16 de março de 2015

Comissão da Câmara vai analisar PEC sobre demarcação de terras indígenas

Em fevereiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu lideranças kayapós, das terras indígenas Baú e Mekragnotire, no ParáWilson Dias/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados instala amanhã (17) uma comissão especial para tratar da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00, que transfere ao Congresso Nacional a decisão final sobre a demarcação de terras indígenas no Brasil.
A proposta é motivo de atrito entre indígenas e agricultores. Em fevereiro, lideranças indígenas foram à Câmara para pedir ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que não criasse a comissão e engavetasse a proposta.
Pelo texto da proposta, passa a ser competência exclusiva do Congresso Nacional a aprovação da demarcação das terras indígenas, por meio de decreto. Caso seja aprovada na comissão especial, a proposta terá ainda que ser analisada e votada em dois turnos pelo Plenário.

Por: Luciano Nascimento
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Denise Griesinger

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Presidente da Câmara receberá índios Kayapó



Chegaram ontem (3) em Brasília cerca de 50 lideranças Kayapó das Terras Indígenas Baú e Mekragnotire para pedirem reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e com a presidente Dilma Rousself sobre a execução do Plano Básico Ambiental (PBA) da BR-163 e a Proposta de Emenda a Constituição 215. Ontem os indígenas foram recepcionados pelo secretário de Articulação Social da Presidência da República, Paulo Maldos, que recebeu os documentos trazidos pelas lideranças e hoje, finalmente, serão recebidos por Eduardo Cunha.
Produzido pelas lideranças os documentos consistem em uma carta com questionamentos sobre como os deputados irão tratar os temas indígenas e sobre compromissos assumidos com ruralistas que pretendem aprovar a PEC 215, emenda que transfere do governo fedearal para o legislativo a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas (leia a carta). Além disso, também elaboraram uma proposta de pauta como temas para serem discutidos com a Presidência da República, a ministra do meio ambiente, o ministro da justiça, ministro dos transportes, ministra da agricultura, Procuradoria Geral da República, Presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Clique aqui para ler a proposta de pauta.

Fonte: Amazônia.org.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Projeto Menire


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 O Instituto Kabu (organização indígena Kayapó) e o Instituto Menire (organização indigenista mista) e mulheres Kayapo da aldeia Pukanu vêm a público informar e agradecer a parceria com a empresa Farm.
O Projeto Menire busca desde 2006 que arte das mulheres Kayapó seja reconhecida e uma alternativa de renda sustentável que valoriza e preserva a cultura deste povo, e assim, contribuir ainda mais para a preservação da floresta. A região da BR-163 em que vivemos tem sofrido com as maiores taxas de desmatamento da Amazônia e as Terras Indígenas Baú e Menkrãgnoti tem sido uma barreira ao desmatamento que os brancos fazem. Ao preservar a floresta, os Kayapó estão ajudando a todos, índios e não índios.
Apesar do preconceito que envolve a arte indígena em nosso país que tem sido tratada como artesanato barato, nós não abandonaremos a oportunidade de ter o reconhecimento merecido e que as mulheres Kayapó da aldeia Pukanu possam viver em sua cultura sem precisar sair de suas aldeias para conseguir piokaprin (dinheiro) para adquirir bens de consumo que os brancos introduziram desde o contato.
Depois de muitos anos de luta conseguimos que uma empresa brasileira tivesse a coragem de fazer uma parceria conosco e nos tratar com respeito e sem preconceito. Fomos tratados como GENTE, como BRASILEIROS QUE SOMOS, com uma cultura diferente, MAS BRASILEIROS.
Dizem que os índios “só querem dinheiro”, mas quem só pensa em dinheiro são os brancos. Só porque fizemos uma parceria com uma empresa séria e essa empresa tem uma parceria com uma marca internacional, querem desqualificar o trabalho das índias e afastar a nossa parceria com a FARM que foi discutida na aldeia, tudo que é da lei dos brancos e dos índios foi cumprida e traduzida na nossa língua para podermos entender e discutir. Estamos felizes e orgulhosos do nosso trabalho!
Também lutamos para garantir uma alternativa de renda sustentável para as mulheres da aldeia Pukanu. Se você quiser conhecer mais de nosso trabalho, são bem-vindos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A coleção de camisetas ÔK

ÔK em Kayapó significa pintura/grafismo e é também o nome escolhido para um conjunto de camisetas do projeto INOKÀ. O grafismo também conhecido como ARTE GRAFICA é usado como pintura corporal, que pode ser específica para o rosto, corpo inteiro, peito, braços e/ou pernas. As pinturas corporais podem variar de acordo com o gênero e também com a idade, onde existem pintura específicas para crianças, adultos e velhos.
A coleção de camisetas ÔK - Grafismos Kayapó
As pinturas ou grafismo são muitas vezes inspirados no cenário local, como casco de jaboti, couro de cobra, casco do tracajá, cabaça, casca de árvores, pegadas e rastros de animais entre tantos outros. Os motivos de sua utilização também é bastante variado, sendo mais utilizados para festas de iniciação e de nominação, festa das mulheres, rituais diversos, funerais, preparação para guerra, pesca ou outras incursões na floresta.
A coleção de camisetas ÔK - Grafismos Kayapó
O grafismo é uma atividade gráfica que exige bastante tempo das mulheres Kayapó que são as principais responsáveis pelas pinturas e também pela transmissão dessa prática as novas gerações. A pintura corporal pode ser encarada como uma maneira também de se expressar artisticamente, pois além dos motivos já relacionados acima, a pintura corporal para os Mekrãgnoti é também uma forma de expressão estética, ornamental e decorativa.
A coleção de camisetas ÔK - Grafismos Kayapó é inspirada nesta importante arte de pintar ou trançar com os diversos grafismos, com inúmeros significados e formas.
O projeto é desenvolvido pelo instituto Kabu, com recursos do Termo de Cooperação Eletrobrás, com apoio da Funai e consultoria da Habitat Socioambiental.